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Base
de Dados - Acervo Histórico - Rio Pardo
Base
de Dados moderniza o acesso ao Arquivo Histórico.
Sistema vai facilitar pesquisa no acervo de documentos.

Um
dos mais antigos e maiores espaços de pesquisa no Estado vai
ganhar uma base de dados para facilitar o trabalho das pessoas que
buscam dados sobre o passado. O Arquivo Histórico Municipal
Biágio Soares Tarantino, de Rio Pardo, fundado pelo historiador
que leva o seu nome, é considerado um dos mais importantes
acervos de documentos do País. O local guarda a memória
dos primeiros moradores de grande parte do Rio Grande do Sul. Os apontamentos
começam em 1768 e o espaço abriga aproximadamente 100
mil documentos, grande parte manuscritos.
O objetivo da base de dados é facilitar o acesso ao acervo.
A estagiária da Secretaria de Educação e acadêmica
de História da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Fábia
Wink, explica que toda a documentação no arquivo está
agrupada por ordem cronológica, o que dificulta as pesquisas
por não haver dados por assunto. No local se encontram livros
e documentos avulsos dos mais variados registros do Brasil Reino,
Império e República até os dias atuais.
A
montagem da base de dados começou há um ano, inicialmente
com a organização do arquivo. O trabalho é desenvolvido
pela Prefeitura de Rio Pardo em parceria com a Unisc por meio do projeto
de revitalização do Arquivo Histórico (Revita),
sob a coordenação do professor José Martinho
Rodrigues Remedi. O espaço ganhou móveis novos, como
prateleiras, mesas de pesquisa e de limpeza do acervo, dois computadores,
um scanner, impressora e outros componentes.
A
estagiária Fábia Wink explica que o software da base
de dados possui padrão internacional e estará dividida
em dois tipos: para a documentação manuscrita e para
a biblioteca, que possui diversos livros raros e bastante antigos,
que podem ser consultados apenas no local. O sistema é um dos
mais modernos no País e disponível em poucos arquivos.
Fábia afirma que por enquanto não ocorre a digitalização
dos documentos, que é um processo de alto custo.
A
montagem base de dados da biblioteca está em fase de conclusão
e terá todas as informações relacionadas às
obras de acordo com as normas internacionais. A diferença,
conforme Fábia, é que não há o empréstimo
dos exemplares. A expectativa é que os recursos estarão
disponíveis para uso dos pesquisadores a partir do próximo
mês.
O
levantamento dos documentos, porém, deve levar dois ou mais
anos devido às dificuldades de leitura, pois praticamente todos
são manuscritos. Fábia Wink explica que apenas uma funcionária
do arquivo consegue fazer este trabalho. A catalogação
terá data da peça, localização, palavras-chave
sobre o conteúdo, nome de quem assina e um breve resumo.
Internet
também vai facilitar pesquisas
As
duas bases de dados também serão disponibilizadas no
site do Arquivo Histórico. A expectativa é que as primeiras
informações possam ser acessadas dentro de dois meses.
A funcionária Daniela Bastos Oliveira é uma das responsáveis
pela digitação do material. Rio Pardo é o segundo
município do país a conter o maior número de
documentos referentes a inventários. O acervo mostra a divisão
de terras do País e do Estado, tornando-se referência
na pesquisa histórica.
O
Arquivo Histórico reúne cerca de 100 mil documentos,
com 553 códices (livros com documentos e registros). Grande
parte dos registros feitos no Estado, entre os séculos 18 e
20, sobre a colonização do interior, se encontra no
local, pois Rio Pardo, durante muito tempo, representou 55% do território
gaúcho, dando origem a mais de 200 novas cidades.
Toda
a imigração alemã na região entrou por
Rio Pardo e os dados se encontram no arquivo. No local há informações
desde o período colonial. No acervo existe uma coleção
de jornais da cidade até os anos 50. Outra curiosidade são
as certidões de óbitos, muito procurados para pesquisas
familiares. Mas ao mesmo tempo novos documentos são agregados.
O arquivo funciona na Travessa Matheus Simões, 134, no Centro
de Rio Pardo.
Veja
a matéria publicada na Gazeta do Sul - Regional - Sábado
e Domingo 11 e 12 de agosto de 2007 - clique
aqui
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